Países querem ampliar cooperação em ciência do esporte, preparação de atletas e inovação tecnológica
O esporte está entrando em uma nova fase, e os países do BRICS querem participar diretamente dessa transformação.
Em reunião ministerial realizada em Visakhapatnam, na Índia, os ministros do Esporte dos países do bloco aprovaram a criação de um grupo de trabalho dedicado às tecnologias esportivas. A iniciativa pretende ampliar a cooperação em ciência do esporte, preparação de atletas, inteligência artificial, tecnologias digitais e outras inovações.
A proposta não se limita ao desenvolvimento de equipamentos ou softwares. O objetivo é aproximar diferentes áreas de conhecimento para melhorar a preparação esportiva e estimular projetos conjuntos entre os países.
IA entra na preparação dos atletas
A inteligência artificial já começa a ser utilizada em diferentes partes do processo de treinamento esportivo.
Sistemas digitais podem reunir informações sobre velocidade, movimentos, carga física, fadiga, recuperação e sono. A partir desses dados, ferramentas de IA conseguem identificar padrões e ajudar treinadores e profissionais de saúde a tomar decisões mais precisas.
A tecnologia também começa a ser aplicada na prevenção e recuperação de lesões e na identificação de jovens talentos.
Nos Emirados Árabes Unidos, por exemplo, projetos já utilizam dispositivos inteligentes para monitorar atletas e desenvolver programas de treinamento individualizados.
Uma nova corrida: a corrida pela inovação
O movimento do BRICS mostra que a disputa esportiva do futuro não será travada apenas dentro das arenas.
Ciência, dados, inteligência artificial, equipamentos inteligentes e tecnologia de monitoramento podem se tornar cada vez mais importantes para descobrir talentos, melhorar performances e prolongar a carreira dos atletas.
E os países do bloco querem construir essa tecnologia em conjunto.
Além do grupo de trabalho sobre tecnologias esportivas, o BRICS também aprovou a criação de um Fórum sobre Produção de Artigos Esportivos, previsto para novembro de 2026, na Índia. O encontro deverá reunir fabricantes, startups, empresas de tecnologia, investidores e centros de pesquisa para discutir inovação, padrões de qualidade e novas cadeias de produção.
O acordo também prevê intercâmbio de atletas e treinadores, competições conjuntas e compartilhamento de conhecimento em ciência do esporte.
O atleta do futuro
A tendência aponta para um esporte cada vez mais orientado por informação.
O treinador continuará tendo papel fundamental. O médico continuará sendo indispensável. E a experiência do atleta continuará sendo única.
Mas, cada vez mais, dados e inteligência artificial estarão ao lado desses profissionais para ajudar a entender o corpo, antecipar problemas e buscar novos limites de performance.